A Apple prepara-se para dar um passo decisivo na corrida da inteligência artificial. Segundo a Bloomberg, em 2026 o Siri deixará de ser apenas um assistente de voz para tornar-se um answer engine capaz de responder com texto, imagens, vídeos e resultados locais. O projeto, chamado internamente de World Knowledge Answers, vai também integrar-se no Safari e no Spotlight, mudando a forma como milhões de utilizadores pesquisam informação todos os dias.
O que está a mudar
- Do fact-checking ao answer engine: o Siri passará de respostas básicas para resumos multimodais, semelhantes ao Google AI Overviews ou ao Perplexity.
- Integração total: o sistema não ficará limitado ao Siri; também aparecerá no Safari e no Spotlight, ampliando o alcance.
- Tecnologia híbrida: a Apple recorrerá parcialmente ao Gemini da Google para enriquecer a experiência.
- Novas funções: planeador e resumidor baseados em LLMs vão tornar a interação mais conversacional e precisa.
Porque isto importa para marcas e negócios
- Nova porta de entrada de tráfego: as pesquisas já não vão depender apenas do Google. O ecossistema Apple vai ganhar peso.
- Visibilidade em IA: para aparecer nas respostas, as marcas terão de produzir conteúdo claro, confiável e estruturado para ser captado pelos modelos.
- Impacto no SEO: a otimização não se limitará a SERPs — será sobre ser citado em resumos multimodais.
- Concorrência crescente: além do Google e da OpenAI, a Apple entra no jogo com acesso direto a centenas de milhões de iPhones.
O que as empresas devem considerar desde já
- Foco em autoridade e credibilidade: o conteúdo tem de ser confiável para ser escolhido pela IA.
- Estruturação técnica: use dados estruturados (schema.org) e FAQs otimizadas para assistentes de voz.
- Conteúdo multimodal: prepare artigos com imagens, vídeos curtos e dados locais que a IA possa usar em resumos.
- Monitorização: acompanhe como o tráfego orgânico evolui quando Apple lançar o motor.
Conclusão
A entrada da Apple em AI search representa uma mudança de paradigma: não se trata apenas de competir com o Google, mas de redefinir como as pessoas acedem a respostas no dia a dia. Para profissionais de marketing digital e marcas globais, o desafio está lançado: otimizar para a próxima geração de motores de resposta, e não apenas para os motores de busca tradicionais.

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