Quando a inteligência artificial deixa de ser promessa e passa a ser parte do dia a dia de marcas e pessoas.
Há notícias que não são apenas sobre tecnologia — são sobre a forma como vivemos e trabalhamos. O anúncio do Google de que o AI Mode chegou a 180 países é uma dessas notícias. Não é só mais uma atualização: é um sinal de que a IA vai deixar de ser “futuro” para passar a ser cotidiano.
A escala global mostra que a IA deixou de ser laboratório e entrou em operação.
Funções agentivas significam que a IA não só fala, como faz.
Isto vai mudar profundamente o atendimento, o marketing e até a forma como pesquisamos.
As marcas não podem ficar de fora desta conversa.
Mais do que integrar a IA, precisamos reaprender a comunicar.
Quando penso no impacto desta novidade, não vejo apenas empresas a ganhar produtividade. Vejo a forma como conversamos com marcas a mudar por completo. Se antes interagíamos com chatbots que pareciam robôs, agora passamos a ter assistentes que nos ouvem, respondem e agem quase como humanos.
Isso é fascinante, mas também levanta perguntas:
Como garantir que estas interações respeitam privacidade?
Como manter a humanidade no centro, quando o digital pode ser tão convincente?
Estamos preparados para gerir clientes que podem ser atendidos por uma IA em Lisboa, São Paulo ou Tóquio, sem barreiras linguísticas?
Experimentar. Só testando percebemos os limites e as oportunidades.
Criar guidelines internas para não perder o tom humano.
Usar IA como acelerador, nunca como substituto da relação.
Preparar equipas para um futuro em que a IA será parceira, não ameaça.
Para mim, o mais curioso é ver como aquilo que parecia distante já está aqui. E cabe-nos decidir se seremos apenas consumidores desta tecnologia ou se vamos aprender a usá-la para criar mais valor, mais proximidade e mais confiança.


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