Enquanto os feeds dominam nichos isolados, restará espaço para narrativas mais amplas e memoráveis?
No marketing digital, a segmentação evoluiu de campanhas amplas para anúncios hiperpersonalizados, capazes de atingir microcomunidades específicas. Mas esta tendência levanta uma questão: até que ponto a atomização de públicos ajuda — ou prejudica — a construção de uma marca sólida?
O marketing hipersegmentado alcança microculturas, mas pode diluir a narrativa central.
Marcas correm o risco de perder coerência se a mensagem for excessivamente fragmentada.
Em alguns casos, mensagens universais e simples geram mais impacto e recordação.
O desafio é equilibrar precisão de targeting com storytelling poderoso.
Análise da tendência
As redes sociais e as plataformas de anúncios oferecem hoje capacidades de segmentação quase infinitas: idade, interesses, localização, comportamento online, até “lookalikes” de clientes. Embora isso permita entregar mensagens extremamente relevantes, há um custo — cada grupo recebe uma variação da história, e a marca corre o risco de nunca transmitir uma narrativa única e memorável.
Campanhas icónicas, como as exibidas no Super Bowl ou em grandes outdoors, funcionam porque criam um momento cultural partilhado. Por outro lado, um feed hipersegmentado fragmenta essa experiência, transformando consumidores em ilhas isoladas.
Oportunidade para marcas portuguesas
No contexto português, onde o mercado é relativamente pequeno, a hipersegmentação pode reduzir demasiado o alcance. Uma abordagem híbrida — manter uma mensagem central consistente e adaptá-la apenas nos pontos necessários — pode ser mais eficaz para manter coerência e reforçar a recordação.
O que fazer agora
1. Mapear o nível atual de segmentação das suas campanhas.
2. Avaliar o impacto e alcance de cada estratégia.
3. Criar uma narrativa central que funcione para o maior número de públicos possível.
4. Adaptar apenas elementos secundários (imagem, exemplos, ofertas) por segmento.
5. Medir tanto métricas quantitativas (alcance, CTR) quanto qualitativas (perceção de marca).
Quer encontrar o ponto certo entre precisão e impacto? No Simple Marketing, ajudamos a construir campanhas que falam para todos — sem perder a relevância para cada um.
Fonte: Mumbrella, 15 de agosto de 2025.

Deixe um comentário